Certificados de Aforro em Alta com Subida dos Juros

Equipa Saldo Equipa Saldo 🏷️ certificados de aforro
Certificados de Aforro em Alta com Subida dos Juros

Abril foi um mês marcante para os Certificados de Aforro, que viram um aumento significativo na sua remuneração. Este fenómeno atraiu muitos pequenos investidores, consolidando estes títulos como uma das opções de poupança mais populares em Portugal. No último mês, as novas aplicações nestes instrumentos de poupança totalizaram mais de 500 milhões de euros, representando o maior montante de subscrições líquidas em um ano.

Dados das Subscrições

Segundo informações divulgadas pelo Banco de Portugal, as famílias portuguesas investiram 537,6 milhões de euros em Certificados de Aforro em abril. Este valor é o mais alto desde abril do ano anterior e marca o 19.º mês consecutivo de subscrições líquidas positivas. O último mês em que se registaram saídas foi setembro de 2024.

Impacto da Taxa de Juro

A evolução positiva das subscrições pode ser atribuída à subida da taxa de juro base dos Certificados de Aforro, que disparou devido à alta da Euribor a três meses. Este aumento está ligado às consequências da guerra no Irão, que impactou os preços da energia e as expectativas em relação à política de juros do Banco Central Europeu (BCE). A taxa de juro das subscrições feitas em abril alcançou 2,138%, a mais elevada desde maio de 2025. Em maio, a taxa continuou a subir, aproximando-se de 2,2%, sugerindo que esta tendência pode persistir.

Aumento dos Limites de Subscrição

Adicionalmente, o Governo português anunciou um aumento nos limites de subscrição para os Certificados de Aforro a 24 de abril. Para a Série F, o limite passou de 100 mil euros para 250 mil euros, enquanto para as Séries E e F, o limite acumulado aumentou de 350 mil para 500 mil euros. Esta alteração poderá ter contribuído para o aumento da procura por esses certificados.

Total de Aplicações

Com esta nova dinâmica, os portugueses acumularam cerca de 41,7 mil milhões de euros em Certificados de Aforro até ao final de abril, um montante recorde na história deste produto. Este aumento reflete a confiança crescente dos investidores no Estado português através deste instrumento de poupança.

Certificados do Tesouro em Queda

Por outro lado, os Certificados do Tesouro, que outrora eram mais populares que os Certificados de Aforro, continuam a registar saídas. Em abril, o montante retirado foi de 193,6 milhões de euros, fazendo com que o stock total baixasse para 6,97 mil milhões, o nível mais baixo em mais de uma década. Apesar disso, o total que os aforradores portugueses confiam ao Estado subiu novamente, com o stock a aproximar-se de 48,7 mil milhões de euros, incluindo ambos os tipos de certificados, Aforro e Tesouro. Isso representa um aumento de 344 milhões em relação ao mês anterior, solidificando a posição das famílias como credores importantes do Estado.

As expectativas de continuidade do aumento das taxas de juro nos Certificados de Aforro, combinadas com as recentes alterações nos limites de subscrição, parecem indicar um futuro promissor para este instrumento de poupança, atraindo ainda mais investidores que buscam segurança e rentabilidade nas suas aplicações.

🏷️ Assuntos relacionados

juros Banco de Portugal Euribor Banco Central Europeu BCE taxa de juro