Contratar um crédito à habitação representa um compromisso financeiro significativo. No entanto, ao contrário do que muitos acreditam, não é necessário permanecer com a mesma instituição bancária durante todo o período do empréstimo. Com as taxas de juro a estabilizarem-se, surge uma oportunidade para quem possui um empréstimo diminuir os seus encargos, considerando a transferência do crédito à habitação. Neste artigo, vamos explorar o que implica a transferência, os custos associados e qual o melhor banco para realizar esta operação em 2025.
Como Reduzir Encargos ao Transferir Crédito à Habitação
A transferência de crédito à habitação destina-se a aqueles que já têm um empréstimo e desejam poupar, mudando-se para um banco que oferece condições mais vantajosas. Para isso, é fundamental comparar as características do seu crédito actual com as ofertas disponíveis no mercado.
Custos de Transferência
Os custos para realizar uma transferência podem variar, mas atualmente, muitos bancos cobrem essas despesas. Se tiver de suportar estes custos, esteja preparado para gastar cerca de 1.040 euros. A melhor forma de entender se vale a pena é realizar simulações que considerem as suas necessidades específicas.
Caso esteja em risco de incumprimento, é aconselhável reduzir as suas prestações mensais, de maneira a pagar menos a cada mês. Se o seu objetivo é simplesmente pagar menos juros, deve prestar atenção ao MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) no momento da transferência de crédito à habitação.
Opções de Transferência em Diversos Bancos
Ao transferir um crédito à habitação, pode:
- Diminuir a sua prestação mensal
- Reduzir o spread
- Alterar o prazo de pagamento
- Diminuir o custo total do crédito
É importante escolher a melhor opção consoante as suas necessidades e conhecer os preços praticados pelos bancos. Para este artigo, focámo-nos em simulações com taxa mista, uma vez que, devido às flutuações da EURIBOR, a taxa variável deixou de ser a escolha mais popular.
Propostas dos Bancos em 2025
Os valores apresentados foram recolhidos em setembro de 2025 e servem apenas como referência. Para determinar qual o melhor banco para transferir crédito à habitação, é essencial realizar simulações e considerar todas as condições associadas, como seguros multirriscos, seguros de vida, domiciliação de ordenado e outros produtos bancários, como cartões de crédito.
Exemplo de Transferência: Francisco e Joana
Francisco e Joana adquiriram uma casa em 2018 e têm um crédito à habitação. Atualmente, pagam uma prestação mensal de 1.276 euros, com um capital em dívida de 284.043 euros. Eles desejam uma taxa mista, pois as taxas de juro variáveis não são vantajosas neste momento. Realizaram simulações para um prazo de 33 anos, tendo em conta o valor que ainda devem.
Análise das Propostas
Após a simulação feita em 2025, o melhor cenário surgiu na proposta C. Esta opção apresenta o menor MTIC, significando que pagarão menos ao longo do empréstimo. A terceira opção, embora com um montante inferior mensalmente, apresenta uma TAEG mais baixa, resultando em custos reduzidos por cada euro emprestado.
Vantagens da Taxa Mista
Neste momento, mesmo com as oscilações da EURIBOR, optar por uma taxa mista pode resultar em uma poupança imediata. No entanto, é crucial considerar o período de vigência da taxa fixa, uma vez que atualmente existem diversas opções, como 1, 2, 3, 5, 10 ou até 20 anos.
Muitos clientes têm optado por um prazo de 2 anos com taxa fixa, na esperança de que, após esse período, a EURIBOR já tenha baixado o suficiente para que, ao mudar para uma taxa variável, a prestação mensal seja também inferior àquela que pagaram nos primeiros 24 meses. Contudo, essa é uma expectativa arriscada e depende de várias variáveis do mercado.
Assim, a escolha do período de taxa fixa deve ser feita com cautela, considerando a sua tolerância ao risco e a expectativa sobre a evolução da EURIBOR nos próximos anos.